Golpe contra Dilma Roussef e a ascensão do sionismo no Brasil

│Middle East Council│Tarsila Shahadeh / Analista Politica Internacional.-

No dia 17 de abril deste ano foi aprovada em sessão da Câmara dos Deputados a instauração do processo de impeachment da presidente eleita Dilma Roussef(Partido dos Trabalhadores), transmitida ao vivo em rede nacional pela golpista emissora Rede Globo, a mais influente do Brasil. O que se viu foi um verdadeiro circo dos horrores onde parlamentares vendidos  justificavam seus votos a favor do impeachment com frases, que não se pode nem considerar argumentos, que iam das mais absurdas como “pelo aniversário da minha filha”, “pela nação evangélica”(a bancada evangélica-sionista na câmara é grande) até “pela paz em Jerusalém”, teve inclusive, homenagem do deputado sionista Jair Bolsonaro a criminoso torturador do golpe militar de 1964, deputado esse que acaba de voltar de uma viagem a Israel, onde demonstrou todo seu apoio e servidão ao sionismo.

Antes dessa demonstração grotesca da fragilidade da democracia brasileira, onde uma presidente eleita é afastada por parlamentares sem nenhum comprometimento com o povo, vimos  movimentos de rua chamados por organizações virtuais tais como “Movimento Brasil Livre” “Vem pra Rua” e “Revoltados OnLine” que levaram uma parcela da classe média  a protestos com um discurso falso-nacionalista, raso e hipócrita “contra a corrupção” que acabou logo após o afastamento da presidente(beneficiando os corruptos que só começaram a ser investigados durante o governo Dilma). Setores da burguesia representados pela Federação das Industrias de São Paulo(FIES)  financiaram  campanhas de difamação do PT.  A mídia brasileira sempre evidenciou qualquer suspeita com relação ao Partido dos Trabalhadores e ignorou e até mesmo ocultou crimes comprovados da oposição, manipulando a população , os levando a acreditar que o PT era a raiz de todo mal no Brasil.

Para além de uma burguesia fascista que quer a diminuição ou corte de verbas do governo para políticas sociais, menos impostos para a industria e flexibilização das leis trabalhistas, temos o imperialismo por trás do golpe, com a intenção de derrubar um governo minimamente nacionalista, colocar um neoliberal com políticas entreguistas e visando nossas reservas de petróleo.

Não é novidade que o imperialismo tem financiado golpes pelo mundo no desespero da crise capitalista generalizada desde 2008. O que vimos na Líbia, Síria e Ucrânia são exemplos mais drásticos do dedo imperialista na política mundial. O capitalismo está em crise, o imperialismo fará de tudo para garantir que os trabalhadores paguem pela crise, para isso precisam ter o controle,  precisam de entreguistas, como o sionista Michel Temer, que já teve o nome revelado pelo Wikileaks como informante dos EUA e agora é presidente interino do Brasil durante o afastamento da presidente Dilma Roussef.

Michel Temer: um sionista na presidência do Brasil.
A imprensa sionista está em festa desde a ascensão de Michel Temer a presidência interina do Brasil.  O site de noticias israelense Ynet destacou que Temer é um “amigo da comunidade judaica” e que ele nomeou para a presidência do Banco Central o “orgulho israelense” Ilan Goldfajn.
Goldfajn, novo presidente do Banco Central nomeado por Temer, nasceu em Israel e mudou-se para o Brasil aos 10 anos. Fluente em hebraico, Goldfajn tem família em Israel e visita o país com frequência. Em janeiro de 2015 participou de um seminário sobre a economia brasileira  promovido pela  Câmara de Comércio e Industria Israel-Brasil e pelo Instituto de Exportação de Israel.

Para Ministro das relações exteriores Temer nomeou José Serra, a quem o Times of Israel chamou de “amigo de longa data da comunidade judaica”.
Outros nomes sionistas ocupam lugares estratégicos no governo Temer, como Raul Jungmann como Ministro da Defesa e Sérgio Etchegoyen como Ministro Chefe da Secretaria de Segurança Institucional, pasta a qual a Agência Brasileira de Inteligência(ABIN) ficará subordinada.
Como se não fosse o bastante a nomeação de sionistas para cargos estratégicos e cruciais do Brasil, durante a 199° sessão da UNESCO realizada em abril, o governo Temer mudou o voto do Brasil na ONU com relação ao patrimônio cultural dos territórios roubados por Israel na Guerra dos Seis Dias, e ficou a favor de Israel.

 Não só se especula como é fato de que o governo Temer fortalece cada vez mais as relações Brasil-Israel em detrimento das relações Brasil-Palestina, tão fortalecidas durante o governo do PT, que inclusive no começo desse ano durante o governo Dilma recusou a nomeação do colono Dani Dayan como novo Embaixador de Israel no Brasil, deixando o cargo vago.

 Sendo assim, coloca-se  na ordem do dia que os militantes pró-Palestina no Brasil e no mundo se posicionem veementemente contra o governo golpista de Michel Temer, serviçal do sionismo,  que tem promovido retrocessos na política nacional e vergonhosamente também na questão Palestina.│Geopolitical International Council over Middle East-International Affairs Council over Middle East │ Consejo de Asuntos Internacionales sobre Medio Oriente-Consejo Internacional Geopolitico sobre Medio Oriente المجلس الدولي الجيوسياسي حول الشرق الأوسط - ‎المجلس الشؤون الدولية الاوسط‎ حول الشرق - │
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Middle East Council Editor

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